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Guerra dos Farrapos

Guerra dos Farrapos

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Ultimo Discurso ( The Last Discourse )


Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio ... negros ... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem ... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora ... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais ... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina!
Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar ... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela ... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo ... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos.
Charles Chaplin

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Sorry, but do not pretend to be an emperor. That is not my business. Do not want to rule or conquer anyone. I want to help - if possible - Jew, the Gentile ... black ... white.
We all want to help each other. Human beings are like that. We want to live for the happiness of others - not for your misfortune. Why should we hate or despise each other? In this world there is room for everyone. The land, which is good and rich, can provide all our needs.
The way of life may be the freedom and beauty, but we go astray. Greed has poisoned the soul of man ... up the walls in the world of hate ... and has made us the goose-step marching into misery and bloodshed. We have developed speed but we have shut ourselves within it. Machinery that gives abundance has left us in want. Our knowledge has made us cynical, our cleverness emperdenidos and cruel. We think too much and feel too little. More than machinery we need humanity. More than cleverness we need kindness and gentleness. Without these two qualities, life will be violent and all will be lost.
Aviation and the radio came to much. The close nature of these things is an eloquent appeal to the goodness of man ... a plea for universal brotherhood ... the unity of us all. Even now my voice is reaching millions of people around the world ... millions of despairing men, women and little children ... victims of a system that makes men torture and imprison innocent people. Those who can hear me I say, "Do not despair!" The misfortune that has befallen us is not more than the product of greed in agony ... the bitterness of men who fear the way of human progress. Men who hate will disappear, and the dictators succumb wrested power from the people's return to the people. And so, as men die, liberty will never perish.
Soldiers! Do not be entregueis these brutal ... that ye may despise ... that enslave you ... who regiment your lives ... that dictate your actions, your thoughts and your feelings! What you are marching in step, that you undergo a power ruled that treat you like a human cattle and use you as cannon fodder! You are not machine!
Is that men are! And with the love of humanity in your soul! Do not hate! Just hate those who do not love ... those who do not love and the unnatural.
Soldiers! Do not fight for slavery! fight ye for freedom! In the seventeenth chapter of Saint Luke it is written that the kingdom of God is within man - not one man or one group of men, but of all men! Are in you! You the people have the power - the power to create machines. The power to create happiness! You the people have the power to make this life free and beautiful ... to make it a wonderful adventure. So - in the name of democracy - let us use that power, let us unite us all. Let us fight for a new world ... a good world to ensure everyone a chance to work, to give future to youth to old age and security.
It is the promise of such heartless things that have risen to power. But only mystify! They do not fulfill their promises. Never will! Dictators release, but they enslave the people. Let us fight to free the world, to break down national borders, an end to greed, hatred and arrogance. Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to the happiness of us all. Soldiers in the name of democracy, let us unite.
Hannah, are you listening? Where you find yourself, raise your eyes! You see, Hannah? The sun is breaking through the clouds to disperse! We are coming out of darkness into the light! We enter a new world - a better world, where men are above the greed, hatred and brutality. You raise your eyes, Hannah! The soul of man has been given wings and at last beginning to fly. Fly to the rainbow, to the light of hope. He looks up, Hannah! He looks up.
Charles Chaplin