Páginas

Guerra dos Farrapos

Guerra dos Farrapos

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mundo Corporativo ( Mundo Corporativo )


“Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz. O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
- Se ela é produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada!
Colocou então uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora. A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas. O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões! O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga, produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (…sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".
E, adivinha quem o marimbondo mandou demitir? A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida!!!”
________________________________________________________________

"Every day, the ant came very early to the office and picked up the hard work. It was productive and happy. The manager was surprised wasp ant work unsupervised.

- If it is productive without supervision, would be even more if it were supervised!
He then placed a cockroach, which reports prepared beautifully and had a lot of experience as a supervisor. The first concern of the cockroach was to standardize the time of entry and exit of ant.
Soon, the cockroach needed a secretary to help prepare the reports and also hired a spider to organize files and manage phone calls. The wasp was delighted with the cockroach's reports and asked also charts with indicators and analysis of the trends that were shown at meetings.
A cheaper then hired a fly, and bought a computer with color printer. So the ant productive and happy, began to lament all that moving papers and meetings! The wasp concluded that it was time to create the role of manager for the area where the ant, productive and happy working. The position was given to a buzzer, which had put carpet in your office and buy a special chair.
The new manager cicada soon needed a computer and a wizard (... her assistant in previous company) to help her prepare a strategic plan for improvement and control of the budget for the area where the ant worked, what has not hummed more and each day became more upset.
The buzzer then convinced the manager wasp, which was necessary to make a study of climate. But the wasp, in reviewing the numbers, realized that the drive where the ant worked has not yielded as before and hired the owl, a prestigious consultant, very famous, to make a diagnosis of the situation.
The owl spent three months in office and issued a voluminous report, which concluded with several volumes: "there are many people in this business."
And guess who sent the hornet resign? The ant, of course, because she walked very disheartened and upset! "

Por Tico Santa Cruz ( By Tico Santa Cruz )


Não leia se não tiver tempo para pensar.

Não sei em que momento tomei uma visão crítica do mundo que me fez mudar da forma complacente de aceitar as coisas como elas aparentam ser, para uma ótica mais densa e crua. E não que ache que seja agradável, certo ou melhor enxergar certas questões sem os mil véus que as encobertam.

Mas o fato é que tenho notado há algum tempo que algo está muito errado na maneira de conduzir essa nova realidade. E isso vem da sensação de que atualmente existe um mercado de graduações, diplomas, e outros títulos de diversas esferas que estão sendo vendidos ao invés de conquistados por méritos reais.
Um grande circo que muitas vezes participamos direta ou indiretamente, alimentamos e aplaudimos.


Desde uma troca de faixa na academia onde se pratica sua arte marcial, passando por uma aprovação na escola ou no curso onde estas aprendendo uma outra língua até nos diplomas das universidades ou graduações públicas importantes.

Estão montando um mundo de mentirinha e milhares de pessoas estão aceitando como se isso fosse normal.

A questão do ensino Fast Food que privilegia as mensalidades altas em prol do ensino e que substitui o conhecimento pelo poder financeiro na manutenção desse mecanismo, já é algo se perpetua por muitos anos.

Não são poucos os profissionais péssimos que ostentam seus diplomas, e nem menor o número de alunos analfabetos funcionais aprovados em vestibulares ou vagando de um ano para o outro em suas escolas sem absolutamente nenhuma condição de exercer suas responsabilidades.

Contudo, é preciso verificar se nós também não estamos oferecendo o mesmo caminho para nossos filhos. Principalmente quando permitimos que eles recebam graduações que não estão aptos a receber. Enquanto muitos de nós achamos que eles possuam o crédito por terem APENAS cumprido o calendário estipulado. Talvez não estejamos pensando em como eles estarão preparados para enfrentar problemas REAIS de um MUNDO de VERDADE.


Será que temos o cuidado de avaliar se realmente eles possuem condições e ferramentas para que exerçam suas funções de forma correta e eficiente? Ou será que preferimos o afago e o alívio que nos proporciona a falsa sensação de que nosso dever foi cumprido?


Não quero que meus filhos sejam fantoches nesse circo, tão pouco quero que eles se sintam incapazes. Todavia precisamos estar atentos com relação a qualidade e a capacitação que estamos oferecendo, sob o risco de nos enganarmos e também a eles com falsas premiações ou títulos. Isso serve em qualquer instância.


Fica o pensamento.

 _________________________________________________________________

 Do not read if you do not have time to think.

I do not know at what time I took a critical view of the world that made me change the way complacent to accept things as they appear to be, for an optical denser and raw. And do you think that is nice, right or better see certain issues without the thousand veils that encobertam.
But the fact is that I have noticed for some time that something is very wrong in the way they lead this new reality. And that comes from the feeling that there is currently a market for degrees, diplomas, and other evidence of several spheres being sold rather than earned by real merits.
A big circus that often participate directly or indirectly feed and applaud.


Since a change of track in the gym where he practices his martial art, through an endorsement in school or on the course where they learn another language until the diplomas of graduation or important public universities.
They are riding a fake world and thousands of people are accepting as if this was normal.

The issue of teaching that focuses Fast Food tuition hikes in favor of education and knowledge by replacing the financial power to maintain this mechanism, it is something perpetuated for many years.
There are few professional sporting lousy their diplomas, and even lower the number of functionally illiterate students approved in vestibular or wandering from one year to another in their schools with absolutely no condition to exercise their responsibilities.

However, we must also verify that we are not offering the same way for our children. Especially when we allow them to receive grades that are not able to receive. While many of us think they have the ONLY credit for having fulfilled the stipulated timing. Maybe we're not thinking about how they will be prepared to face problems of a REAL WORLD TRUTH.

Do we care to assess whether they actually have conditions and tools to exercise their duties correctly and efficiently? Or would we prefer cuddling and relief that gives us a false sense that our duty was fulfilled?

I do not want my children to be puppets in this circus, so they just want to feel incapable. However we need to be vigilant about the quality and training that we are offering, at the risk of deceiving ourselves and also to them with false titles or awards. This serves in every instance.

It is the thought.