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Guerra dos Farrapos

Guerra dos Farrapos

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Preconceito ( preconception )


Ao abrir a gaveta de entregas no trabalho hoje de manhãzinha, encontrei um envelope com meu nome, escrito por uma letra que já me era familiar. Rasguei o envelope com toda ansiedade do mundo, e ao olhar que era uma barra de chocolate da minha marca favorita, logo virei a embalagem para descobrir o recheio. Era de morango! Droga, eu odeio morango! Mas era um presente, e dado por alguém diferente. Como eu iria falar para alguém que tem um brilho que eu desconheço no olhar, que eu adoro dar bom dia, porque sempre me responde com um bom dia, daqueles que deixam o dia realmente bom, que eu odeio morango?! Não ia dar, além de mal educada eu passaria por mal agradecida. E deixar uma barra de chocolates daquela guardada só para não fazer desfeita, é quase um crime. Como ir ao cinema e não dar um bom amasso. E trocar o chocolate seria como trocar uma roupa daquelas que você ganha, que simplesmente não serviu. Tirando o fato de ter que mentir depois, um defeito de caráter que abomino acima de todas as coisas.

A única solução seria provar aquela delicia recheada de morango. O pensamento de odiar morango não saia da minha cabeça. Mas como eu sabia que odiava recheio de morango, sendo que eu nunca comi morango antes, só porque eu acho que eu não gosto? E como alguém aparentemente tão gente boa, poderia ter o mal gosto de me dar um chocolate ruim?


Fiquei paquerando aquele embrulho por horas, racionalizei que sendo a embalagem vermelha, eu teria desejo de comer, e como o desejo exerce uma grande influência em mim... Logo degustei o chocolate, pois não era um digno de ser apenas comido. E só para ficar registrado, sim, eu gostei.


Não precisa dizer que é ridículo, comentar não gostar de algo sem nunca ter provado, conhecido, ou generalizar. Mas eu sempre faço isso, todo mundo faz isso. Você ao ler todo dia as minhas crônicas, faz isso que eu sei.


Mas isso tem nome, ô se tem. Chama preconceito.


Sabe quando alguém bate o carro de uma forma ridícula, e você abaixa o vidro e grita “tinha que ser mulher! O que tá fazendo fora da cozinha Dona Maria?” sem saber o sexo do motorista. É preconceito. Quando você negocia alguma venda importante somente via e-mail e telefone, e na hora de fechar negócio pessoalmente fica pasmo, pois como alguém tão mais novo que você pode ser tão inteligente e estrategista? Preconceito de novo. Quando você é transferido para uma nova unidade, e já começa a reclamar que se não for São Paulo não rola, sem saber como é o cotidiano da nova cidade. Adivinha o que é? Quando você simplesmente não chama aquela pessoa para sair porque pensa que ela é muita coisa pra você, quando quem teria que fazer duas viagens é ela. Também é, você sabe o que. Quando algum japonês te paquera e você pensa logo de cara no tamanho do instrumento dele. É maldade, além de preconceito! É fato, Titanic era o maior navio do mundo e afundou na primeira viagem, isso só comprova que tamanho não é documento.


Quando eu te ligo, e você pensa que sua paz acabou de ir embora. É a mais pura realidade!


Essas situações acontecem a todo momento, e sempre acontecerão de formas diferentes. Você aprende com algumas experiências, e desaprende com outras, muitas vezes repetidas.


Eu pré conceituei aquele publicitário babaca, achando que ele era o homem da minha vida, mas ele não fez ela valer a pena, nem por vinte quatro horas consecutivas. Eu pensei que aquele mocinho de família criado pela vó no interior, fosse devagar para algumas coisas, mas até hoje só de lembrar dele eu sinto um arrepio, que não é de frio. Eu achava que eu tinha uma amiga, mas na verdade ela queria me agarrar no banheiro da Lov.&.


Eu sei que você já está cansado de ler por hoje, porque trabalhou muito, porque é uma pessoa muito seria, que não tem tempo pra nada, e me acha uma maluca. É isso mesmo, estou sendo preconceituosa em relação a você. Mas e daí? Você não liga para o que eu penso.


Bruna Solar

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Opening the drawer of deliveries at work today in the morning, I found an envelope with my name written on a letter that I was already familiar. I tore the envelope with all anxiety in the world, and the look that was a bar of chocolate from my favorite brand, soon turned the package to find out the stuffing. Was strawberry! Damn, I hate strawberry! But it was a gift, given by someone different. How would I talk to someone who has a twinkle in his eye that I know of, I love giving good day, because I always respond with a good day, those who leave really good day, I hate strawberries?! It would not, and I would pass by rude ungrateful. And leave a chocolate bar that saved not only to make undone, is almost a crime. Like going to the movies and do not give a good snog. And replace the chocolate would be like changing an outfit you win those, who simply did not fit. Despite the fact of having to lie after a character defect that abhor above all things.


The only solution would be to prove that delights stuffed strawberry. The thought of hating strawberry not get out of my head. But as I knew hated strawberry filling, and I have never eaten strawberries before, just because I think I do not like? And as someone apparently so good people could have the bad taste to give me a bad chocolate?

I was flirting with that parcel for hours, I rationalized that the packaging being red, I would desire to eat, and as the desire has a great influence on me ... Soon I tasted the chocolate, because it was not a worthy only of being eaten. And just for the record, yes, I liked it.

Needless to say that is ridiculous, commenting dislike something without ever proven, known, or generalize. But I always do it, everybody does it. You have to read every day of my chronicles, I know that does this.

But it has a name, oh you have. Flame prejudice.

You know when someone hits the car in a ridiculous way, and you rolls down the window and yells "had to be a woman! What are you doing out of the kitchen Dona Maria? "Without knowing the sex of the driver. It's prejudice. When you negotiate a major selling only via email and phone, and at closing time business person is shocked, because as someone younger so that you can be as smart and strategist? Prejudice again. When you are transferred to a new unit, and has already begun to complain that if not St. Paul does not roll without knowing how the daily life of the new city. Guess what? When you just do not call that person to leave because you think it is too much for you, when those who would have to make two trips she is. Also, you know what. When you crush some Japanese and right away you think the size of his instrument. It is evil, and prejudice! It is a fact, Titanic was the largest ship in the world and sank on the first voyage, this only proves that size does not matter.

When I call you, and you think your peace just go away. It is the purest reality!

These situations happen all the time, and always happen in different ways. You learn from some experiences, and unlearn with other, often repeated.

I pre conceituei advertising that asshole, thinking he was the man of my life, but he made it worth it, even for twenty-four consecutive hours. I thought that lad family created by grandmother inside, was slow for some things, but so far only remember him I feel a chill, which is not cold. I thought I had a girlfriend, but she really wanted to grab me in the bathroom of Lov. &.

I know you're tired of reading by now, because it worked too, because it's a very serious person, who has no time for anything, and think I'm a freak. That's right, I'm being prejudiced against you. But so what? You do not care what I think.
Bruna Solar

Eu sou um pacifista ( I am a pacifist )

 
Eu sou um pacifista, trabalho pela paz e para um mundo melhor.

Trabalho contra os caretas do mundo, contra o torpor, a imprecação, contra a arapuca que nos foi armada e durante séculos vivemos conformados, presos nela comendo o alpiste que nos dão. E o pior é que os que prepararam a arapuca também caíram nela, comem do mesmo alpiste e não sabem disso.


Trabalho para sair da arapuca com todos os que estão querendo ser pássaros livres outra vez. Os que estão cegos ficarão soterrados dentro dela quando ela desabar.


Sou um pacifista, a mando de forças exteriores.


Pensando que estão por cima, os imbecis vivem dentro do mesmo esquema: a neurose, a preocupação criminosa e doentia de manter-nos a todos dentro da armadilha. Mas é preciso sair dela de qualquer maneira, é a única salvação ou seremos eternos pássaros tristes, presos numa arapuca com alpiste racionado. Eu quero ver o mundo do cume alto de uma montanha!!!


Raul Seixas


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I am a pacifist, working for peace and for a better world.


Labor faces against the world, against the torpor, the imprecation against the trap we were armed and live for centuries shaped, it stuck eating the birdseed that give us. And the worst is that those who prepared the trap also fell on her, even eat the birdseed and not know it.

Working out of the trap with all the birds that are wanting to be free again. Those who are blind will be buried inside her when she collapsed.

I am a pacifist, at the behest of outside forces.

Thinking they are above the imbeciles live within the same scheme: the neurosis, the concern criminal and unhealthy to keep us all inside the trap. But we must get out of it anyway, is the only salvation or eternal birds will be sad, stuck in a trap with birdseed rationed. I want to see the world from a mountain ridge!!

Raul Seixas