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Guerra dos Farrapos

Guerra dos Farrapos

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O ELEFANTE ACORRENTADO ( THE ELEPHANT CHAINED )

Você já observou elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir. Que mistério! Por que o elefante não foge?

Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

Isso muitas vezes acontece conosco! Vivemos acreditando em um montão de coisas “que não podemos ter”, “que não podemos ser”, “que não vamos conseguir", simplesmente porque, quando éramos crianças e inexperientes, algo não deu certo ou ouvimos tantos “nãos” que “a corrente da estaca” ficou gravada na nossa memória com tanta força que perdemos a criatividade e aceitamos o “sempre foi assim”.

Poderia dizer que o fogo para nós seria: a perda de um emprego, doença de alguém próximo sem que tivéssemos dinheiro para fazer o tratamento, ou seja, algo muito grave que nos fizesse sair da zona de conforto.

A única maneira de tentar de novo é não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter receio de arrebentar as correntes! Não espere que o seu "circo" pegue fogo para começar a se movimentar. Vá em frente
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Have you watched the circus elephant? During the show, the huge animal is staggering displays of strength. But before going on stage, remains jailed, quiet, restrained only by a chain that imprisons one of his legs to a small stake driven into the ground. The stake is only a small piece of wood. And, although the current was thick, it seems obvious that he can chop down a tree with his own strength, could easily pull it up from the ground and run.

What a mystery! Why not escape the elephant?

A few years ago I discovered that my luckily, someone was wise enough to find the answer: the circus elephant does not escape because it was tied to the stake still very small. I closed my eyes and imagined the little newborn stuck: at that moment, the elephant pulled, pushed, trying to get loose. And despite all the effort, could not leave. The stake was too heavy for him. And the elephant tried, tried and nothing. Until one day, tired, accepted his fate: to be tied to the stake, rocking back and forth, forever, waiting to enter the show.

Then that huge elephant not loose because they can not believe. For he can break the shackles is necessary that something unusual happens, such as a fire. The fear of fire would make the elephant in despair broke the chain and fled.

This often happens to us! We live in believing a lot of things "we can not have", "can not we be", "we will not succeed," simply because, when we were young and inexperienced, something went wrong or hear many "no's" that " Current stake "etched in our memory so hard that we lose the creativity and accept the" always been that way. "

You could say that the fire would be for us: the loss of a job, illness of someone close who had no money to do the treatment, ie something very serious to make us leave the comfort zone.

The only way to try again is not afraid to tackle the barriers, putting a lot of courage in the heart and not be afraid to break the chains! Do not expect your "circus" catch fire to start moving. Go ahead!

AS DUAS PULGAS ( THE TWO FLEAS )

Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento. O que lembra a história de duas pulgas.

Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:

- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
E elas contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.
E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen.
Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?
- Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- O que as lesmas têm a ver com pulgas?
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me deu o diagnóstico.
- E o que a lesma sugeriu fazer?
- "Não mude nada. Apenas sente no cocuruto do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança".
Moral: você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, a grande mudança é uma simples questão de reposicionamento.
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Many companies fall into the trap fell and the drastic changes of things need not change, only improvement. What recalls the story of two fleas.


Two fleas were talking and then one said to the other:
- You know what's our problem? We do not fly, jump just know. Hence our chance of survival when we are perceived by the dog is zero. That's why there are more flies than fleas.
And they hired a fly as a consultant, entered a reengineering program flight and flew. After some time, the first flea said to the other:
- You know what? Flying is not enough because we stuck to the body of the dog and our reaction time is much smaller than the speed of scratched him. We must learn to do as bees sucking nectar and raise flight quickly.
And they hired the consulting service of a bee, which taught them the technique arrives Sucks flies. It worked, but not solved. The first flea explained why:
- Our bag for storing blood is small, so we have to stay long sucking. Escape, we escape to, but we're not eating right. We have to learn how to make the mosquitoes to feed with that speed.
And a mosquito gave them a consultancy to increase the size of the abdomen.
Resolved, but for a few minutes. As had been larger, approaching them was easily perceived by the dog, and they were amazed even before landing. That's when they found a bouncy pulguinha:
- Hey, you're huge! Plastic made?
- No, reengineering. Now fleas are adapted to the challenges of the XXI century. We flew, and picamos can store more food.
- And why are faced with starving?
- This is temporary. We are already doing consulting with a bat, that will teach us the technique of radar. And you?
- Oh, I'm fine, thanks. Strong and healthy.
It was true. The pulguinha was lush and well fed. But pulgonas not want to give the paw to cheer:
- But you're not worried about the future? Not considered a reengineering?
- Who said no? I hired a slug as a consultant.
- The slugs that have to do with fleas?
- Everything. I had the same problem as you two. But instead of telling the slug what I wanted, I let her assess the situation and suggest me the best solution. And she spent three days there, quietly, just watching the dog and then she gave me the diagnosis.
- And what do the slug suggested?
- "Do not change anything. Just sit in the crown of the dog.'s The only place that does not reach his paw."
Moral: you do not need a radical re-engineering to be more efficient. Often, the big change is a simple matter of repositioning.