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Guerra dos Farrapos

Guerra dos Farrapos

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Na terra do “Se” ( In the land of "If" )

Se quem luta por um mundo melhor soubesse que toda revolução começa por revolucionar antes a si próprio.
Se aqueles que vivem intoxicando sua família e seus amigos com reclamações fechassem um pouco a boca e abrissem suas cabeças, reconhecendo que são responsáveis por tudo o que lhes acontece.
Se as diferenças fossem aceitas naturalmente e só nos defendêssemos contra quem nos faz mal.
Se todas as religiões fossem fiéis a seus preceitos, enaltecendo apenas o amor e a paz, sem se envolver com as escolhas particulares de devotos.
Se a gente percebesse que tudo o que é feito em nome do amor ( e isso não inclui o ciúme e a posse) tem 100% de chance de gerar boas reações e resultados positivos.
Se as pessoas fossem seguras o suficiente para tolerar opiniões contrárias às suas sem precisar agredir e despejar sua raiva.
Se fossemos mais divertidos para nos vestir e mobiliar nossa casa, e menos reféns de convencionalismo.
Se não tivéssemos tanto medo da solidão e não fizéssemos tanta besteira para evitá-la.
Se todos lessem bons livros.
Se as pessoas soubessem que quase sempre vale mais a pena gastar dinheiro com coisas que não vão para dentro do armários, como viagens, filmes e festas para celebrar a vida.
Se valorizássemos o cachorro-quente tanto quanto o caviar.
Se mudássemos o foco e concluíssemos que a infelicidade não existe, o que existe são apenas momentos infelizes.
Se percebêssemos a diferença entre ter uma vida sensacional e uma vida sensacionalista.
Se acreditássemos que uma pessoa é sempre mais valiosa do que uma instituição: é a instituição que deve servir a ela, e não o contrário.
Se quem não tem bom humor reconhecesse sua falta e fizesse dessa busca a mais importante da sua vida.
Se as pessoas não se manifestassem agressivamente contra tudo só para tentar provar que são inteligentes.
Se em vez de lutar para não envelhecer, lutássemos para não emburrecer.
Se.
(Martha Medeiros)

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 If those who fight for a better world knew that every revolution begins with revolutionizing before himself.
If those who live intoxicating your family and your friends with some complaints shut your mouth and open their heads, acknowledging that they are responsible for everything that happens to them.
If the differences were accepted and naturally only in defendêssemos against whom we hurt.
If all religions were true to their principles, only extolling love and peace, without getting involved with the particular choices of devotees.
If we realize that everything is done in the name of love (and that includes jealousy and possession) has 100% chance to generate good reactions and positive results.
If people were secure enough to tolerate opinions contrary to its without assaulting and pouring their anger.
If we were more fun to dress and furnish our house, and less conventionality of hostages.
If we had not much fear of loneliness and did not do much bullshit to avoid it.
If everyone read good books.
If people knew that almost always is more worth spending money on things that do not go into the cabinets, like travel, movies and parties to celebrate life.
If valorizássemos the hot dog as much as caviar.
If we changed the focus and were to conclude that unhappiness does not exist, that there are only unhappy moments.
If we perceived a difference between having a life and a sensational tabloid life.
If we believed that a person is always more valuable than an institution: it is the institution that should serve her, and not vice versa.
If who does not recognize his lack good humor and made this the most important quest of his life.
If people do not manifest themselves aggressively against everything just to try to prove that they are intelligent.
If instead of fighting to not grow old, we fought to not dumb down.
If.
(Martha Medeiros)